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Justiça caxiense condena sete réus por tráfico internacional de drogas


A 5ª Vara Federal de Caxias do Sul condenou os sete réus acusados de integrarem o esquema de tráfico internacional de drogas que abastecia a região da Serra Gaúcha. O crime foi descoberto em investigações da Polícia Federal que deflagrou a Operação Coroa” no dia 29 de agosto de 2017.

O fornecedor do grupo era o narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão, extraditado do Paraguai em dezembro do ano passado e que, agora, está preso na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ele é considerado o segundo maior traficante do Brasil e foi ouvido pela Justiça caxiense através de videoconferência.

Os réus foram condenados por crimes associados ao tráfico internacional de drogas, recebendo penas que variam de seis anos e dois meses a 13 anos e dois meses de reclusão. Na sentença, foi mantida ainda a prisão de todos os acusados, que não poderão recorrer em liberdade. Dois dois presos e condenados possuem residência em Caxias do Sul.

Relembre a ação

A Polícia Federal, através da Delegacia de Repressão ao Tráfico, desarticulou uma das maiores quadrilhas de fornecimento de cocaína em Caxias do Sul e na Serra Gaúcha, com ramificações em Ponta Porã (MS) e Assunção, no Paraguai. A Operação Coroa cumpriu sete mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Em Caxias, foram dois mandados de busca e dois de prisão.

Operação desarticulou maior quadrilha de fornecimento de cocaína de Caxias (Foto: Maicon Rech)
A droga vinha do Paraguai e era transportada em veículos de passeio, na maioria das vezes, entrando por Ponta Porã. Em uma das rotas mais frequentes, pela BR-470, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Bento Gonçalves prendeu um homem de 32 anos com 80 quilos de pasta base de cocaína no final de março. Este, inclusive, foi um dos alvos da operação.

A quadrilha comprava a cocaína de Jarvis Chimenez Pavão, narcotraficante brasileiro conhecido como “barão da droga”, preso em Assunção. O entorpecente era comercializado na Serra Gaúcha e estima-se que o lucro obtido pelos criminosos girava em torno de meio milhão de reais por carga transportada.

Além disso, foram apreendidas duas pistolas, diversas munições de diferentes calibres, grande quantidade em dinheiro, uma máquina para contagem de cédulas e uma coroa avaliada em torno de R$ 20 mil.

O principal investigado tem mania de gostar de coroa e tatuagens. O objeto, que deu nome à operação, foi confeccionado sob encomenda em Buenos Aires, na Argentina.

Conduzida pela PF, a investigação resultou, ainda, na apreensão de 4,5 toneladas de maconha, além de veículos de luxo, dinheiro, joias e armas.

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